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​Brinquedos Ecológicos


Perante os problemas ambientais que o nosso planeta enfrenta, a proteção do meio ambiente é hoje um tema de interesse mundial. São vários os fatores que contribuíram para a situação atual, porém, a intervenção humana é considerada a responsável pelos grandes desequilíbrios na Terra1.

É prioritário educar as gerações futuras para a importância de hábitos sustentáveis. Apesar de haver sempre um impacto ambiental associado a todo o tipo de consumo, é importante que a escolha recaia sobre produtos amigos do ambiente, de forma a minimizar esse mesmo impacto.

Atualmente, existem muitas marcas, dos mais variados setores, a apostar em soluções mais sustentáveis. Esta aposta verifica-se também nos brinquedos, existindo cada vez mais opções ecológicas. Em seguida, iremos apresentar uma certificação que pode ter em conta e algumas sugestões de materiais.


Certificação Forest Stewardship Council (FSC)

Quando compra brinquedos de madeira repara se está presente o selo FSC na embalagem?

A certificação FSC assegura que os produtos provêm de florestas bem geridas e que oferecem benefícios ambientais, sociais e económicos. As marcas registadas fornecem aos consumidores a garantia de que os produtos que compram são provenientes de fontes responsáveis e que apoiam a conservação dos espaços florestais2.


Borracha 100% natural

A borracha 100% natural é maioritariamente proveniente da árvore Heavea. Os produtos que utilizam esta matéria-prima na totalidade da composição caracterizam-se por serem biodegradáveis e ecológicos.

Por exemplo, os mordedores da Oli&Carol são produtos ecológicos, com borracha natural proveniente das árvores Hevea, fabricados através de um processo artesanal e sustentável. Também a Sophie La Girafe é fabricada em borracha 100% natural e tinta alimentar.


Bioplástico

O uso de bioplástico tem aumentado, ao longo dos anos, dado que polui significativamente menos a atmosfera em comparação com os plásticos derivados do petróleo3. Neste sentido, algumas marcas adotam o uso deste material, com o objetivo de reduzir o consumo de plástico de origem fóssil.

Neste âmbito, a Chicco criou uma coleção de brinquedos ECO+ feita de bioplástico e plástico reciclável. As caixas destes produtos, inclusivamente, são fabricadas com papel proveniente de florestas geridas de forma sustentável. Assim, esta coleção utiliza menos recursos fósseis, contribuindo para a redução do plástico e dos resíduos.


Cortiça

A crescente procura por produtos ecológicos levou ao surgimento de diversos brinquedos feitos de cortiça. São cada vez mais as marcas que comercializam este tipo de produtos e em comum têm o facto de utilizarem uma matéria-prima 100% natural, ecológica, renovável, reciclável e reutilizável4.

A Elou, por exemplo, é uma marca portuguesa dedicada ao design e conceção de brinquedos feitos de cortiça. Para a extração desta matéria-prima, a marca recorre a um processo de colheita ecológica que não requer o derrube da árvore.


Neste artigo, procurámos apresentar alguns tópicos que pode ter em conta se pretende comprar brinquedos ecológicos. Existem, de facto, detalhes que fazem toda a diferença e que contribuem para a preservação do meio ambiente.


Referências

1 Fernandes, S.A. (2010). Ecologia e Sustentabilidade Ambiental no Design de Brinquedos. Tese de Mestrado em Design Industrial Tecnológico. Universidade da Beira Interior. https://ubibliorum.ubi.pt/handle/10400.6/2393

2 Sobre a Certificação. (s.d.). Forest Stewardship Council. https://pt.fsc.org/pt-pt/sobre-a-certificacao - consultado a 02/12/2022

3 Amorim, D. (2019). Bioplásticos: Benefícios Sustentáveis e Ascensão da Produção. Revista Metropolitana de Sustentabilidade, 9(1).

4 Escolha e Recicle a Cortiça. (s.d.). Green Cork. https://www.greencork.org/escolha-e-recicle-a-cortica/ - consultado a 05/12/2022

7 Tecnologias que facilitam a vida das famílias


A parentalidade acarreta inúmeras responsabilidades e cuidados. Com um ritmo de vida cada vez mais acelerado e um mercado profissional cada vez mais exigente, nem sempre resta muito tempo aos pais para as mais diversas e exigentes tarefas familiares. Neste sentido, reunimos um conjunto de 7 inovações tecnológicas que vieram facilitar a vida das famílias, apresentando as suas características e mais-valias.


A extração de leite materno veio simplificar a vida das mães que querem continuar a amamentar e necessitam de flexibilidade para o fazer. Desta forma, poderão voltar ao trabalho ou fazer as atividades que necessitam – desde compras a exercício físico, por exemplo , com a certeza de que o seu filho não deixa de receber o alimento que lhe é mais benéfico1. A extração revela-se também uma aliada quando o peito está cheio e o bebé não está pronto para mamar, por exemplo, aliviando assim o desconforto da mãe e aumentando as reservas de leite para momentos posteriores em que possa ser necessário.

A escolha do extrator certo está diretamente relacionada com as necessidades individuais de cada mãe e de cada bebé, do seu estilo de vida, da frequência com que pretende extrair e da etapa de aleitamento em que se encontra. Como tal, existem vários tipos de extratores:  

  • Manuais ou elétricos

- Os manuais são mais baratos, não emitem nenhum ruído e são práticos em recolhas pontuais;

- Os elétricos são mais fáceis de utilizar (o motor bombeia), podem funcionar com bateria (algumas recarregáveis) ou pilhas e alguns conseguem replicar o movimento de sucção do bebé; 

  • Simples ou duplo

- Simples - um seio de cada vez: adequado para efetuar a extração ocasionalmente; 

- Duplo – retira dos dois seios em simultâneo: mais rápido e eficaz para quem tem um dia a dia atarefado e pretende uma extração regular.


Numa fase particularmente agitada, estes produtos têm como intuito agilizar e facilitar a preparação do biberão, descomplicando o dia a dia e, essencialmente, as noites.

Os aquecedores, ao contrário do que acontece com os micro-ondas, permitem aquecer o leite materno, suave e uniformemente, preservando os nutrientes e vitaminas essenciais ao desenvolvimento do bebé.

No que diz respeito aos preparadores, estes foram desenhados para aligeirar os procedimentos inerentes à preparação dos biberões com leite infantil em pó, tornando-a mais prática e precisa. O biberão fica à temperatura ideal, em menos de 2 minutos, com água filtrada e na quantidade exata. Alguns mais recentes, incluem também funções como misturar, aquecer e dispensar o leite em pó.


Ideais para iniciar a introdução alimentar complementar, ajudando na preparação de refeições completas e nutritivas, de forma célere, deixando mais tempo livre aos pais que poderão usufruir com os seus pequenos. Regra geral, os robôs específicos para esta fase são multifunções: aquecem, cozinham a vapor, trituram, descongelam e alguns servem ainda como liquidificador – acompanhando as várias etapas do crescimento do bebé.


Para além de conferirem momentos seguros e tranquilos em casa, descansando os pais enquanto fazem as várias tarefas domésticas, as espreguiçadeiras elétricas ativam, através de sensores que detetam o movimento, o modo de embalar, sempre que necessário, acalmando e relaxando o bebé. A maioria incentiva a interação por meio de brinquedos e músicas que estimulam os sentidos.


Os monitores e os intercomunicadores, ao longo dos anos, transformaram-se num item essencial na vida dos pais. Independentemente do modelo escolhido, com câmara ou apenas áudio, os pais podem vigiar os seus filhos a qualquer hora do dia.

A maioria destes artigos são compostos por duas unidades, uma que, por norma, fica colocada no quarto da criança, enquanto a outra fica com os pais para poderem ver e ouvir o que se passa.

Estes equipamentos são cada vez mais completos e incluem inúmeras funções adicionais, tais como: comunicação bidirecional, o que permite que os pais falem e acalmem o seu filho à distância; visão noturna; zoom digital; luz de presença; e também alertas sobre movimento, som, temperatura ou humidade no quarto.


A higiene nasal é especialmente importante nos recém-nascidos e em bebés até aos 6 meses, visto que respiram principalmente através do nariz e não conseguem desobstruir as fossas nasais sozinhos.2 Este tipo de obstrução provoca dificuldades na respiração e reflete-se na perda de apetite, na irritabilidade e no sono, ou seja, interfere com o bem-estar geral.3

A par da limpeza com soro fisiológico e seringa, os aspiradores nasais são também uma opção para realizar este tipo de higiene. Porém, recentemente, estes últimos ganharam mais destaque juntos dos pais, pela sua conveniência. É possível encontrar opções manuais e elétricas e em comum têm o facto de facilitarem a respiração.

Estes produtos caracterizam-se pela facilidade com que eliminam o excesso de mucosidade de forma suave, por serem compactos, higiénicos e práticos. Alguns modelos incluem pontas de silicone de diferentes tamanhos e assim os pais podem escolher qual a que melhor se adequa consoante a idade do bebé.


O corte das unhas é, para alguns pais, uma preocupação, devido ao receio que têm de magoar o bebé. Contudo, é fundamental que haja o cuidado de manter as unhas curtas, para evitar os arranhões e diminuir a acumulação de sujidade.4

Nos primeiros dias de vida não é aconselhado cortar, em virtude do risco de traumatismo, pelo que é preferível limar. O melhor momento para o fazer é quando a criança está em repouso e calma.5

As limas elétricas vierem simplificar a vida dos pais, visto que as unhas ficam cortadas de forma precisa e segura. O uso deste tipo de produto é indolor e acompanha o crescimento das crianças, graças às várias limas que vêm incluídas.


A inovação tecnológica faz-se sentir em todas as áreas e a puericultura não é exceção. Surgem constantemente produtos e tecnologias que se traduzem em melhorias do bem-estar de pais e filhos.
Na bybebé, encontramo-nos ao dispor para aconselhar e esclarecer qualquer dúvida, nas nossas lojas físicas ou à distância por telefone, videochamada e WhatsApp. Privilegiamos a felicidade, comodidade e tranquilidade das famílias, conscientes de que estas são o nosso presente, mas também o nosso futuro.



Referências

1 Breastfeeding. (s.d.). World Health Organization (WHO). https://www.who.int/health-topics/breastfeeding#tab=tab_1 - consultado a 27/10/2022

2 Higienização nasal no recém-nascido – CH | Tâmega e Sousa. (s.d.). CH | Tâmega e Sousa. https://www.chts.min-saude.pt/barrigas-e-rebentos/higienizacao-nasal-no-recem-nascido- consultado a 14/11/2022

3 How to Clean Your Baby’s Nose. (s.d.). WebMD. https://www.webmd.com/baby/how-to-clean-your-babys-nose - consultado a 15/11/2022

4 Cuidados com o recém-nascido (s.d.). CHPORTO - Centro Hospitalar Universitário do Porto. https://www.chporto.pt/v0E0V0I0A/cuidados-com-o-recem-nascido - consultado a 14/11/2022

5 Tudo o que precisa de saber sobre a higiene do seu bebé | CUF. (s.d.). CUF | Hospitais e Clínicas. https://www.cuf.pt/mais-saude/tudo-o-que-precisa-de-saber-sobre-higiene-do-seu-bebe - consultado a 15/11/2022

Como escolher um extrator de leite. (s.d.). Medela. https://www.medela.pt/amamentacao/jornada-da-mae/como-escolher-um-extrator-de-leite - consultado a 04/05/2022

Philips Avent - Os benefícios da extracção. (s.d.). Philips. https://www.philips.pt/c-m-mo/articles-breastfeeding-expressing/the-benefits-of-expressing - consultado a 25/10/2022

Segurança infantil em casa

A promoção de um ambiente acolhedor e seguro, em casa, é crucial para assegurar o futuro das nossas crianças. Segundo o relatório de avaliação de 30 anos de segurança infantil em Portugal, realizado pela APSI (Associação para a Promoção da Segurança Infantil), 73% das chamadas para o 112 reencaminhadas para CODU-INEM devem-se a quedas - o mecanismo de acidente mais frequente em todas as faixas etárias e com percentagens muito elevadas entre os 5-9 anos e aos 10-14 anos. O mesmo estudo revelou que, dos 0 aos 4 anos, o número de chamadas reencaminhadas se deveu, essencialmente, à obstrução das vias respiratórias, corpos/objetos estranhos e queimaduras/eletrocussões.1

Grande parte dos acidentes acontecem em contexto doméstico ou de lazer, resultado, muitas vezes, de breves segundos de distração ou por menosprezo de riscos comuns.

«195 400 portugueses sofreram um Acidente Doméstico e de Lazer (ADL) com necessidade de utilização do serviço de urgência em 2019. A Casa e a Escola representam os locais onde ocorrem com mais frequência» Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, 2020

Casa deveria ser sinónimo de aconchego e segurança. No entanto, é precisamente em casa que ocorre a maioria dos acidentes domésticos e de lazer, com 45%, face aos 16% na escola e aos 11% ao ar livre. 2

Perante estes dados, é fundamental manter a supervisão das crianças, acompanhando a aquisição de novas habilidades (de locomoção, coordenação, entre outras) e procurar ensiná-las (não apenas proibir), alertando-as para os riscos de certos atos, para adquirirem a noção de perigo.

Da mesma forma, é imperativo que os pais tomem consciência da necessidade de adotar estratégias para prevenir situações de risco. Para ajudar nesta exigente tarefa apresentamos, de seguida, alguns produtos que irão facilitar o seu dia a dia, as suas funcionalidades, deixando-lhe ainda algumas recomendações gerais de segurança.


5 indispensáveis para prevenir acidentes domésticos:

  • Barreiras, Cancelas e Grades: No caso de ter crianças pequenas, nomeadamente se estão na fase de gatinhar ou a começar de andar, pode colocar as barreiras tanto em escadas, como nas estruturas das portas em que pretende limitar o acesso.

É importante que não se esqueça de fechar sempre as barreiras e as cancelas depois de passar.

  • Proteções de lareiras: O objetivo da utilização destes produtos é manter as crianças afastadas da área circundante da lareira, salamandra ou recuperador de calor.

Deve ter em atenção a distância a que fica a barreira da fonte de calor. É recomendado que esteja a uma distância mínima de 90cm no caso de lareiras abertas e no mínimo a 75cm de distância de fontes de calor como salamandras e recuperadores de calor.

O uso deste tipo de produto não substitui a supervisão de um adulto.

  • Protetores e bloqueadores: Evitam que as crianças se magoem nas esquinas dos móveis, apanhem choques nas tomadas ou acedam a gavetas e/ou máquinas com objetos cortantes. Neste grupo de produtos, poderá encontrar desde protetores de cantos e de tomadas a bloqueadores de gavetas e multifuncionais.
  • Termómetros: Um essencial não só no momento do banho para assegurar que a água se encontra na temperatura adequada (saiba mais aqui), evitando o risco de queimaduras, como para verificar a temperatura ambiente do quarto, impedindo o sobreaquecimento – um fator associado ao risco da Síndrome da Morte Súbita do Lactente.

  • Monitores e Intercomunicadores: Permitem saber se as crianças estão em segurança, tanto durante o dia, como à noite, através de transmissões em direto. Também proporcionam uma comunicação bidirecional, o que possibilita conversar e acalmar o seu filho à distância.




  • As janelas e varandas devem ser protegidas com grades ou redes de proteção;

  • Todas as escadas devem ter um corrimão de apoio;

  • Na cozinha, vire os cabos das frigideiras para o interior do fogão e mantenha fósforos/isqueiros e objetos cortantes fora do alcance das crianças;

  • As tomadas devem ter ligação à terra e protetores;

  • O ferro de engomar não deve ficar ligado nem com o fio desenrolado;

  • Se tem piscina, instale uma proteção/vedação a toda a volta;

  • Os medicamentos e os produtos de limpeza devem ser guardados em locais de difícil acesso (caixas bem fechadas ou em armários altos);

  • Nunca deixe a criança sozinha, quer seja em cima da cama, bancada ou no banho;

  • Mantenha a cama do bebé livre de tudo o que o impeça de respirar e o ar de circular: retire brinquedos, peluches, almofadas ou protetores de berços (saiba mais sobro o sono seguro do bebé aqui).


A prevenção é crucial para evitar acidentes e situações que coloquem a segurança das crianças em risco. Porém, é importante que não vejam os seus movimentos demasiado limitados, para poderem desenvolver as suas capacidades num ambiente seguro.



Referências

1 APSI. (2022). Relatório de Avaliação, 30 anos de Segurança Infantil em Portugal. https://www.apsi.org.pt/images/PDF/2022/APSI_RELATORIO_30.pdf - consultado a 31/10/2022

2 Infográfico INSA ─ Acidentes Domésticos e de Lazer - INSA. (s.d.). INSA - Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge. https://www.insa.min-saude.pt/infografico-insa-─-acidentes-domesticos-e-de-lazer/ - consultado a 07/11/2022

3 Como reduzir o risco de Síndroma da Morte súbita do Lactente (SMSL). (s.d.). Sociedade Portuguesa de Pediatria. https://www.spp.pt/noticias/default.asp?IDN=116&op=2&ID=132 - consultado a 08/11/2022

Acidentes domésticos: aprenda a preveni-los | CUF. (s.d.). CUF | Hospitais e Clínicas. https://www.cuf.pt/mais-saude/acidentes-domesticos-aprenda-preveni-los - consultado a 07/11/2022

Acidentes no primeiro ano de vida: Como evitar. | Lusíadas. (s.d.). Lusíadas Saúde. https://www.lusiadas.pt/blog/criancas/bebes/acidentes-primeiro-ano-vida-como-evitar - consultado a 04/11/2022

Segurança do bebé: o que deve saber | CUF. (s.d.). CUF | Hospitais e Clínicas. https://www.cuf.pt/mais-saude/seguranca-do-bebe-o-que-deve-saber - consultado a 08/11/2022

Segurança Auto Infantil: 5 Pontos Essenciais

«A taxa de mortalidade por acidente rodoviário até aos 19 anos em Portugal é superior à da UE e de qualquer um dos países de referência.» APSI, 2022 1

Viajar com crianças é uma grande responsabilidade e é imprescindível que seja encarado como tal.

Para muitos pais, principalmente “os de primeira viagem”, a escolha da cadeira-auto ideal pode suscitar muitas dúvidas e preocupações.

Face à vasta variedade de modelos, apresentaremos alguns aspetos a ter em conta no momento da compra, para garantir que a segurança do seu filho se encontra salvaguardada.


1. Quais as normas de homologação em vigor?

Independentemente do sistema de retenção para crianças (SRC) que escolher, é essencial que opte por um que seja homologado. Na Europa coexistem atualmente 2 regulamentos de homologação: a norma ECE R44/04 e a ECE R129.

O fabrico de SRC ao abrigo da norma ECE R44/04 é permitido até 1 de Setembro de 2023 e a sua comercialização é possível até 1 de Setembro de 2024. Até estas datas, as normas vigoram paralelamente, porém existem diferenças consideráveis entre as duas.

Norma R44/04:

  • Utiliza o peso das crianças para segmentar as cadeiras-auto;
  • Permite a instalação no sentido da marcha a partir dos 9kg;
  • Testes de impacto frontal e traseiro.

Norma ECE R129:

  • Norma europeia mais atual, criada em 2013 e atualizada ao longo dos anos;
  • Utiliza a altura das crianças para segmentar as cadeiras-auto;
  • Instalação no sentido contrário à marcha pelo menos até aos 15 meses;
  • Testes de impacto frontal, traseiro e lateral: proporciona uma maior proteção em colisões laterais.


2. Classificação das cadeiras-auto

Seja qual for o modelo escolhido, deve estar adequado à altura, peso e idade da criança. De acordo com o regulamento R44/04, as cadeiras-auto estão divididas por grupos, sendo que existem modelos que podem ser usados por mais do que um grupo, ajustando-se à medida que a criança cresce:

- Grupo 0/0+: peso até 13kg (desde o nascimento até, aproximadamente, 12 meses)

- Grupo 0+/1: peso até 18kg (desde o nascimento até, aproximadamente, 4 anos)

- Grupo 1: de 9 a 18kg (aproximadamente dos 9 meses aos 4 anos)

- Grupo1/2/3: peso entre 9 a 36kg (aproximadamente dos 9 meses aos 12 anos)

- Grupo 2/3: de 15 a 36kg (aproximadamente dos 3 anos e meio aos 12 anos)

- Grupo 3: de 22 a 36kg (aproximadamente dos 7 aos 12 anos)


No regulamento R129 a classificação das cadeiras-auto é feita consoante a altura. Desta forma, a escolha da cadeira adequada a cada criança é mais segura, visto que os pais sabem mais facilmente a altura do que o peso 2.


3. Testes Independentes

Para serem homologadas, todas as cadeiras têm de ser testadas para averiguar se estão em conformidade com as respetivas normas de segurança. Contudo, algumas entidades independentes sentiram necessidade de realizar testes mais rigorosos. Os mais conhecidos, precisamente pela sua exigência, são os da ADAC (Automóvel Clube Alemão) e o Plus Test.

  • Testes da ADAC

Estes testes medem o impacto frontal e lateral. Para a sua realização, as cadeiras são compradas de forma anónima e colocadas à prova em condições extremas, avaliando 5 parâmetros: segurança, instalação e utilização, ergonomia, materiais poluentes e manuseamento e limpeza. Cada categoria recebe uma pontuação de 0 a 5,5 (quanto mais perto do 0, melhor o resultado). A categoria de segurança representa 50% do resultado. Tal significa que mesmo que uma cadeira tenha um excelente teste em termos de segurança, a classificação final poderá não ser assim tão boa, se a avaliação dos outros critérios (facilidade de utilização e ergonomia) não for tão positiva.

Face aos testes de homologação, realiza um número maior de testes, a velocidades superiores.

  • Plus Test

Realizado na Suécia, testa principalmente as forças a que o pescoço da criança está sujeito em caso de impacto frontal. Trata-se de um teste de carácter voluntário a que os fabricantes submetem as suas cadeiras, que complementa, mas não substitui, as normas europeias R44/04 e R129.

A uma velocidade de 56km/h, é realizado um impacto com uma travagem brusca (desaceleração de travagem de 38 g) para avaliar posteriormente as consequências na zona do pescoço em caso de colisão frontal.

Diferença face ao teste de homologação: maior velocidade e mais energia; é dada uma especial atenção à carga cervical da criança na hora do acidente – a tensão é medida no pescoço. 4


4. Instalação

A cadeira-auto deve ser colocada num dos bancos de trás, salvo se 5 :

a) A criança tiver menos de 3 anos e o transporte da mesma se fizer através de uma cadeira-auto posicionada no sentido contrário ao da marcha. Neste caso, é imperativo que a almofada de ar frontal (airbag) no lugar do passageiro esteja desativada;

b) A criança tiver pelo menos 3 anos e o veículo não tiver cintos de segurança nos bancos de trás ou no caso de não ter estes bancos (carros comerciais).


Existem 3 formas de fazer a instalação: com cinto de segurança, com ISOFIX ou uma combinação entre os 2. Para determinar qual a mais adequada, deverá sempre consultar as instruções do fabricante no respetivo manual.


- O que é o ISOFIX?

É um sistema de instalação de cadeiras-auto que corresponde a padrões estabelecidos a nível internacional. Prende em duas âncoras, de forma simples e eficaz, a cadeira-auto ou a base, entre o encosto e o assento do veículo (designados como pontos de fixação ISOFIX).

As cadeiras com ISOFIX requerem um terceiro ponto de fixação, ou apoio, que pode consistir numa precinta “Top Tether ou numa "Perna de Suporte", cujo propósito é limitar a rotação do sistema de retenção (cadeira) em caso de impacto.

A precinta ISOFIX "Top Tether" vai da cadeira à âncora (geralmente assinalada com a designação "Top Tether") e está equipada com um sistema de ajuste, um dispositivo de alívio de tensão e um conector ISOFIX Top Tether. Enquanto a Perna de Suporte (ou Perna de Apoio), está fixa à cadeira de modo permanente e proporciona a transmissão de esforços de compressão entre o sistema de retenção e a estrutura do veículo.

Atualmente, a maioria dos carros europeus tem ISOFIX, uma vez que, desde 2006, este se tornou uma norma nos novos modelos. Caso o seu automóvel tenha este sistema, deverá encontrar uma etiqueta a sinalizar na base do assento ou poderá confirmar através do manual de instruções 6.

- Vantagens do ISOFIX 7

  • Reduz o risco de instalação incorreta – a simplicidade do processo reduz o risco de erro, assim como o facto de a maioria ter indicadores que atestam se a instalação foi feita corretamente (aparecendo uma linha verde);
  • Em caso de impacto é exercida menos força sobre a criança, tendo em conta que existe uma maior estabilidade, fruto da rígida e permanente ligação entre a cadeira-auto e o chassi do carro;


5. As cadeiras-auto têm uma vida útil aproximada?

A partir do momento que as cadeiras-auto são instaladas nos veículos ficam expostas a altas temperaturas e a altos níveis de intensidade de luz. Com o passar do tempo, as estruturas em plástico podem perder algumas propriedades, consoante a sua qualidade e resistência.

Deste modo, optar por uma cadeira-auto usada pode implicar muitos riscos. De maneira geral, não são aconselhados empréstimos ou compras em segunda mão deste tipo de artigos, nomeadamente por se desconhecer o passado como, por exemplo, acidentes rodoviários ou o uso indevido que lhes poderá ter sido dado.

Um estudo recente da Alianza Española para la Seguridad Infantil (Aesvi) indica que nove em cada dez cadeirinhas de segunda mão são inseguras e não passariam nas provas laboratoriais a que foram submetidas aquando do seu fabrico.8

No caso de recorrer a um empréstimo, é fundamental saber a data de compra do artigo, se a homologação ainda é válida e qual o uso a que a cadeira-auto foi sujeita.

Para saber a vida útil aproximada da sua cadeira deve consultar o manual de utilizador e as recomendações do fabricante.


Neste artigo, procurámos, de forma sucinta, esclarecer pontos-chave deste vasto tema. Estamos sempre disponíveis, quer na nossa loja de Eiras para uma demonstração presencial, quer por telefone ou videochamada por WhatsApp, para um esclarecimento. Para nós, o mais importante é garantir a segurança dos mais pequenos.



Referências

1 APSI. (2022). Relatório de Avaliação, 30 anos de Segurança Infantil em Portugal. https://www.apsi.org.pt/images/PDF/2022/APSI_RELATORIO_30.pdf - consultado a 31/10/2022

2 Regras de segurança automóvel: R44 vs. R129. (s.d.).Maxi-Cosi. https://www.maxi-cosi.pt/c/regras-de-seguranca-automovel-r44-vs-r129consultado a 02/11/2022

3 Segurança Rodoviária: A Cadeira Automóvel — UaCuida. (s.d.). UaCuida. https://www.uacuida.com/blog/seguranca-rodoviaria-cadeira - consultado a 31/10/2022

4 O que é o Plus Test? - MAPFRE PORTUGAL. (s.d.). MAPFRE PORTUGAL. https://www.mapfre.pt/sobre-mapfre-portugal/fundacao-mapfre/a-cadeira-mais-segura/escolha-da-cadeira/o-que-e-o-plus-test/ - consultado a 02/11/2022

5 Código da Estrada (CE) - Artigo 55.º. (s.d.). Diário da República n.º 169/2013, Série I de 2013-09-03. https://dre.pt/dre/legislacao-consolidada/lei/2013-116041830-150903574 - consultado a 31/10/2022

6 Em que consiste o sistema ISOFIX e de que forma podem os pais utilizá-lo? | Maxi-Cosi. (s.d.). Maxi-Cosi ™ - Cadeiras Auto, Carrinhos e muito mais. https://www.maxi-cosi.pt/c/em-que-consiste-o-sistema-isofix-e-de-que-forma-podem-os-pais-utiliza-lo - consultado a 02/11/2022

7 ISOFIX: Por que é mais seguro nas cadeiras de bebé? - Circula Seguro. (s.d.). Circula Seguro. https://www.circulaseguro.pt/isofix-por-que-e-mais-seguro-nas-cadeiras-de-bebe - consultado a 02/11/2022

8 Nueve de cada diez sillas infantiles de coche compradas de segunda mano son inseguras. La Vanguardia, 15/09/2022.

Cadeiras auto - CYBEX. (s.d.). https://cybex-online.com/pt-pt/cadeira-auto - consultado a 31/10/2022

M. Vallès, J. (2019). La silla perfecta no existe. Guia de Sistemas de Retención Infantil. Fundación Smart Baby.

Introdução Alimentar Complementar


Uma das fases mais importantes e desafiantes no desenvolvimento dos bebés é a introdução dos alimentos sólidos e o desmame do leite materno (
Weaning). Como saber se a criança se encontra preparada para iniciar a introdução alimentar complementar
? Como fazê-lo? Existem alimentos a evitar? Para esclarecer estas e outras questões, contamos com a colaboração da Enfermeira Diana Semião-Lobo, Especialista em Saúde Materna e Obstétrica, Assessora de Lactação, Especializada em Introdução Alimentar Participativa e Baby-Led Weaning, e da Drª Ema Monteiro, Nutricionista na área Materno-Intantil.


Quando iniciar?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o aleitamento exclusivo até aos 6 meses, tendo em conta que esta é uma das formas mais eficazes de garantir a saúde e a sobrevivência da criança1. Iniciar a Introdução Alimentar Complementar (IAC) antes dos 6 meses pode acarretar mais riscos do que benefícios para um bebé saudável.

“Estamos num país que ainda incentiva demasiado a introdução alimentar precoce - muitas vezes, sob o argumento da criança ir para a creche ou a mãe regressar ao trabalho. Ao iniciar a alimentação complementar antes do tempo, estamos a aumentar o risco do aparecimento de problemas de saúde no futuro, como: diabetes, hipertensão, obesidade, doença celíaca, alergias, intolerâncias, dermatites, entre outros. Infelizmente, estes riscos raramente são discutidos com os pais na consulta dos 4 meses. Depois, há também pouca orientação no sentido de preservar o aleitamento exclusivo no regresso ao trabalho e entrada na creche, o que não ajuda.


Para iniciar a IAC, é importante garantir que o corpo da criança se encontra preparado, dando-lhe, para tal, a oportunidade de se manifestar livremente.

Sinais de que o bebé está preparado:

  • Consegue sentar-se e segurar o tronco com o mínimo de apoio.
    Se ainda não tiver esta capacidade, vai gastar uma quantidade incrível de energia a tentar manter-se direito e não tem a capacidade de se focar no que está a fazer com os alimentos. Uma posição correta é essencial para que o reflexo gag seja eficaz e evite o engasgamento.”

  • Começa a levar objetos à boca.
    É bom estimular esta ação através de mordedores, porque os ajuda a praticar a coordenação olhos-mão-boca e a desenvolver toda a musculatura orofacial.

  • Faz movimentos de mastigação.
    “Essencial para desfazer os alimentos em pedaços antes de os engolir, de forma a ser seguro.”

  • Manifesta interesse nos alimentos.
    Este sinal de prontidão é muitas vezes percecionado antes de existir, porque é confundido com a curiosidade. Os bebés são naturalmente curiosos e gostam de observar.”


A IAC, à semelhança de outros marcos importantes na vida da criança, como o andar e o falar, precisa do seu tempo, espaço e de sinais individuais.

Os bebés começam a rebolar, gatinhar, a sentar-se, a levantar-se e a andar quando estão prontos. O que é que normalmente fazemos? Colocamos o bebé num tapete/manta no chão e deixamos que se mexa à vontade. Vamos ajustando o ambiente e introduzindo brinquedos e estímulos de acordo com o desenvolvimento dele. Tentamos não interferir, para que ganhe a sua autonomia, e intervimos apenas quando precisa de ajuda. O bebé vai-se arrastando até conseguir gatinhar - porque lhe demos espaço e oportunidades para desenvolver essa capacidade. E porque é que fazemos diferente com a alimentação? Porque é que determinamos uma data para ele começar a comer?”



Existem três métodos possíveis:

- Tradicional “Parent-Led Weaning, o adulto estabelece uma data para a introdução alimentar, geralmente sob orientação médica. Os pais são encorajados a reduzir a quantidade de leite oferecida ao bebé, para introduzirem os alimentos.

- Responsivo “Baby-Led Weaning, o processo é liderado pelo bebé, com o suporte responsivo dos pais que interpretam os seus sinais. Neste método, os pais confiam nas capacidades do bebé e respeitam a sua autonomia.

- Misto

“Devemos começar a ser mais responsivos e respeitadores do desenvolvimento do bebé. Vê-lo como um ser incapaz, indefeso e dar-lhe um papel completamente passivo, é prejudicial para o seu desenvolvimento, para a sua saúde física e emocional.”


O que dar nas primeiras refeições?

Não existe uma regra. “A ordem de introdução dos alimentos é puramente cultural.”

A partir dos 6 meses, todos os grupos alimentares podem ser oferecidos (desde legumes, vegetais e cereais a carne, peixe e ovo), devendo a ordem ficar a critério dos pais.

Recomenda-se, no entanto, que o prato do bebé contenha:

  • Um alimento rico em energia (de alto teor calórico);

  • Um alimento rico em ferro, animal ou vegetal (e sempre aliado a um alimento rico em vitamina C para potenciar a absorção de ferro);

  • Um ou mais alimentos hortofrutícolas (aporte de vitaminas e minerais).


O que deve evitar?

Existem 2 tipos de alimentos que deve evitar dar, quer seja pelo risco nutricional, como pelo risco de engasgamento – podem ser oferecidos no caso de serem devidamente preparados.


Pelo risco nutricional, deve evitar:

  • Açúcar, doces e adoçantes artificiais
  • Leite animal como bebida (pode ser usado em receitas)
  • Peixe, carne e ovos mal cozinhados
  • Bebida de arroz
  • Sal adicionado às refeições
  • Sumos de fruta
  • Refrigerantes
  • Mel
  • Chás

Pelo risco de engasgamento, deve evitar:

  • Frutas e legumes duros, crus e/ou inteiros (Por exemplo: maça e cenoura)
  • Frutos secos inteiros
  • Pasta espessas sem barrar (Por exemplo: manteiga de amendoim)
  • Carne difícil de mastigar ou com ossos pequenos
  • Peixe com pele e/ou espinhas
  • Queijo duro
  • Salsichas e outros similares com efeito ventosa
  • Casca de fruta mais soltas
  • Grainhas e sementes maiores
  • Pipocas


Devemos adiar a introdução dos alimentos alergénicos?

As recomendações relativas à introdução de alimentos alergénicos mudaram radicalmente na última década. Atualmente, sabe-se que introduzir este tipo de alimentos entre os 6 e os 9 meses é fundamental para a prevenção de futuras reações alérgicas ou, pelo menos, evitar que as reações sejam mais graves.


Existem quantidades de referência?

Do ponto de vista científico, não existem evidências que comprovem a quantidade específica de alimentos que se deve oferecer. Cada criança tem necessidades nutricionais diferentes, conforme as necessidades energéticas, estatura, capacidade gástrica ou apetite.

“É preciso ter cuidado com o que colocamos no prato do bebé: aquela quantidade é uma expectativa do adulto do quanto o bebé deve comer. O melhor é começar sempre com menos e ir aumentando enquanto o bebé ainda demonstrar vontade de comer. O bebé já nasce com a capacidade de saber quando está saciado e deve parar. Vemos isso na amamentação em livre demanda. Na IAC não deve ser diferente, precisamos de confiar e ensinar o bebé a respeitar esse sinal de que está na hora de parar de comer.”


Um especial agradecimento à Enfermeira Diana Semião-Lobo e à Drª Ema Monteiro, especialistas que integram a equipa da Little Humans - Apoio à Parentalidade, Saúde e Bem-estar, pela colaboração.



Referências

1 Breastfeeding. (s.d.). World Health Organization (WHO). https://www.who.int/health-topics/breastfeeding#tab=tab_1 - consultado a 27/10/2022

Bicicletas de equilíbrio para crianças


Atualmente, existem diversas opções para as crianças se iniciarem no mundo do ciclismo. Uma das que está a ganhar cada vez mais destaque é a categoria de bicicletas de equilíbrio, resultado das caraterísticas e das vantagens associadas.

Neste tipo de bicicleta, é suposto que as crianças a empurrem com os pés e, posteriormente, os levantem, conforme vão ganhando equilíbrio. Aliás, o facto de conseguirem assentar os pés no chão proporciona um sentimento de confiança.

Os principais atributos que diferenciam as bicicletas de equilíbrio das restantes opções são o facto de não terem pedais, nem rodinhas de apoio. Estas características, a longo prazo, promovem o desenvolvimento do equilíbrio - considerada a competência mais difícil de aprender no ciclismo - e a coordenação motora.

Outra competência que é adquirida com a prática é a mudança de direção, de forma intuitiva - as crianças usam a inclinação do corpo para tal. Ao contrário do que acontece nas bicicletas com rodinhas de apoio em que é necessário virarem o volante para conseguirem mudar de direção.

Todas as características mencionadas irão facilitar a transição das crianças para as bicicletas com pedais.



Existem alguns aspetos que deve considerar, no momento de compra deste tipo de produto, tais como:

- Idade: As bicicletas de equilíbrio têm como benefício o facto de poderem começar a ser utilizadas por crianças mais novas, em comparação com os outros tipos de bicicletas. Apesar disso, deve ter em atenção a idade recomendada de cada modelo.

- Tamanho: Para além do fator idade, a altura da criança é um indicador que deve ter em conta. É preciso ter em consideração que as crianças, ao contrário dos adultos, têm de chegar com os dois pés ao chão. A compra de bicicletas que sejam demasiado grandes não é recomendada.

- Ajustável: O guiador deve estar praticamente à altura dos ombros e o assento ajustado à altura da criança. É importante que a bicicleta seja capaz de se ajustar consoante o crescimento da criança.

- Qualidade: Desde as rodas à estrutura, é fundamental que os materiais sejam resistentes e de extrema qualidade.

- Peso: As bicicletas de equilíbrio, por norma, são mais leves do que as restantes opções. Seja qual for a sua escolha, deverá valorizar as que são mais leves.

- Proteção: O uso de capacete é imprescindível, para garantir a máxima segurança durante a utilização de bicicletas. O capacete escolhido deve ser completamente ajustável à cabeça da criança.


Independentemente do modelo selecionado, é importante que as crianças se sintam seguras e confiantes. A supervisão dos adultos e a prática são essenciais para que a aprendizagem seja bem-sucedida.


Referências

https://www.mountainbikes.pt/conselhos-de-compra/que-bicicleta-devo-comprar-para-o-meu-filho_213961_102.html - consultado a 14/10/2022

https://revistabicicleta.com/dicas/como-escolher-a-bicicleta-correta-para-seu-filho/ - consultado a 14/10/2022

Mega Baby Shower na bybebé Eiras


No próximo dia 15 de outubro 2022, iremos ter, na nossa loja de Eiras, um Mega Baby Shower! Em parceria com as Conversas com barriguinhas, organizamos para si um dia em cheio com 9 workshops que abordam temáticas fundamentais que vão desde a amamentação e saúde mental na gravidez e pós-parto à nutrição e células estaminais, 2 concertos para grávidas e uma elaborada exposição de produtos inovadores no setor da puericultura.

Se na sua família, ou na dos seus, há um bebé a caminho, inscreva-se já e aproveite a oportunidade de ganhar 2 recheados cabazes: https://bit.ly/inscricoes-baby-shower-102022



Junte-se a nós neste Mega Evento na Rua Ribeira de Eiras, s/n, 3020-324 Eiras!


Sono seguro do bebé

Por que é tão importante o sono para o bebé? Que técnicas podem ajudar os pais a deitar os pequenos de forma segura e saudável, de modo a reduzir o risco da Síndrome da Morte Súbita do Lactente? Neste artigo, contamos com a colaboração da Mafalda Tavares, representante de uma marca de referência cuja missão primordial é criar um ambiente de sono seguro para bebés.


Para além de ajudar a recuperar energia, o sono permite ao bebé estimular o sistema nervoso central, a produção de hormonas de crescimento, o reforço do sistema imunitário e a ativação da memória. Deste modo, é fundamental que seja respeitado, garantindo que não existam perturbações.

A Sociedade Portuguesa de Pediatria e a Associação Portuguesa do Sono recomendam o seguinte número de horas de sono por dia para as crianças1:

  • 0 - 3 meses: entre 14 a 17 horas
  • 4 - 11 meses: entre 12 a 15 horas
  • 1 - 2 anos: entre 11 a 14 horas
  • 3 - 5 anos: entre 10 a 13 horas
  • 6 - 13 anos: entre 9 a 11 horas


«Será que vai ter boas noites?» «Conseguirá o meu bebé dormir bem?»

Estas são questões que todos os pais, ainda antes do bebé nascer, se colocam e com as quais se preocupam. Contudo, dentro da temática do sono, urge falar de um assunto fundamental no primeiro ano de vida das crianças: o sono seguro.

« E o que é isto do sono seguro? » É a adoção de um conjunto de técnicas, na hora de deitar o bebé, que promovem a sua segurança e bem estar.

"A segurança do bebé é mais importante no primeiro ano de vida e especialmente quando o bebé passa para o seu quarto, pois fica mais removido do olhar dos pais."


Mesmo após vários anos de investigação, a Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL) continua a existir e a ser inexplicável. Como o nome indica, esta síndrome traduz-se na morte súbita do bebé no primeiro ano de vida, durante o sono.
Ao longo dos anos, algumas entidades ligadas à Pediatria, como a Academia Americana de Pediatria, começaram a abordar o assunto e a recomendar vivamente que seja criado um ambiente seguro para o sono do bebé, de forma a reduzir os riscos.

  • Tenha cuidado com o sobreaquecimento

“A temperatura corporal tem de ser medida no peito ou costas do bebé e não nas mãos ou pés. As extremidades estão frias porque os bebés têm, por norma, má circulação.” Mafalda Tavares, Aerosleep

Para prevenir o risco de SMSL por aquecimento excessivo, adeque, por exemplo, a temperatura do quarto e a roupa do bebé à estação do ano e à zona onde reside.

- Mantenha a temperatura do quarto do bebé entre os 16 e os 20/21 graus. Para este fim, ter um termómetro no quarto é fundamental!

- É aconselhável a utilização de saco de dormir - o método mais seguro para evitar que o bebé arrefeça ou sobreaqueça durante a noite, sem correr o risco de sufocamento. Para o efeito, será necessário adquirir vários sacos, adequados às diferentes épocas do ano (deverá verificar o TOG – medida de isolamento térmica).

  • Escolha um colchão ortopédico, firme e respirável. A utilização de um colchão mole aumenta a possibilidade de sufocação. 2

  • Privilegie lençóis respiráveis e mantenha a cama livre de tudo o que possa impedir o bebé de respirar livremente e o ar de circular. Peluches, almofadas, lençóis soltos e protetores de berços, entre outros acessórios, podem obstruir o nariz e a boca do bebé.3

  • É fundamental que os pés do bebé sejam colocados junto aos pés da cama e certificar-se de que os lençóis ficam bem presos. Da mesma forma, deverá confirmar que, quando o bebé está deitado, os lençóis o tapam, no limite, até debaixo do braço. Este fator é determinante para evitar qualquer hipótese de sufocamento, uma vez que há menos probabilidade de se colocarem completamente debaixo dos lençóis.

  • Evite a exposição do bebé aos ácaros do pó, não só por causa do SMSL, mas também por questões relacionadas com alergias respiratórias e de pele.

  • Os bebés de pais fumadores correm mais riscos. Segundo a Sociedade Portuguesa de Pediatria, “O risco de SMSL aumenta se a mãe fumou durante a gravidez e se continua a fumar após o parto. Quando o pai também fuma, o risco agrava-se mais.”

  • O uso da chupeta pode ser benéfico na prevenção da SMSL mas em caso de rejeição, não deve forçar a utilização. Alguns estudos revelam que “a sucção desenvolve a tensão muscular ao nível das vias aéreas superiores e a língua acaba por adotar uma posição que se move para a frente mantendo assim, a permeabilização das vias aéreas “ (Hauck, Omojokun e Siadaty, 2005, Mellara et al., 2010 citado por Araújo, 2014).4


Para garantir o bem-estar e saúde do bebé e da família, é crucial que existam bons hábitos de sono. O acesso a informação de qualidade é essencial para reduzir o risco de SMSL e promover um sono seguro. Em caso de dúvidas sobre como aplicar as melhores técnicas, não hesite em consultar um especialista.

Um especial agradecimento à Mafalda Tavares, representante da Aerosleep em Portugal, pela colaboração.


Referências

1 Desmistificar o sono do bebé. (s.d.). Médis. https://www.medis.pt/mais-medis/gravidez-e-saude-infantil/desmistificar-o-sono-do-bebe/ - consultado a 04/10/2022

2 Como reduzir o risco de Síndroma da Morte súbita do Lactente (SMSL). (s.d.). Sociedade Portuguesa de Pediatria. https://www.spp.pt/noticias/default.asp?IDN=116&op=2&ID=132 - consultado a 06/07/2022

3 Como reduzir a síndrome da morte súbita no lactente. (s.d.). Atlas da Saúde. https://www.atlasdasaude.pt/publico/content/sindrome-da-morte-subita-no-lactente - consultado a 23/09/2022

4 Araújo, D. (2014). O efeito da utilização da chupeta na prevenção da Síndrome de Morte Súbita do Lactente [Dissertação de Mestrado, Escola Superior de Enfermagem do Porto]. https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/9502/1/Dissertação_Denise1851.pdf - consultado a 06/07/2022

Babywearing


O colo é a forma mais natural de transportar o bebé, desde sempre. Mas babywearing é sinónimo de colo? Afinal, o que é o babywearing? Quais os cuidados a ter? Quais a vantagens desta prática? Para refletir sobre esta temática, contámos com a colaboração da Mafalda Tavares, representante de 2 marcas de porta-bebés reconhecidas pelo Instituto Internacional da Displasia da Anca.


O que é o babywearing?

É a técnica de transportar o bebé juntinho ao portador (que tanto pode ser a mãe, como o pai ou avós, por exemplo), através de um porta-bebé ergonómico (mantendo o conforto e a segurança para ambos). Como pano ou em formato de mochila, permite que o bebé seja deslocado de uma forma alternativa ao carrinho de rua, por exemplo.

Está descrito que os bebés se desenvolvem melhor na vertical e que o babywearing é uma tradição secular, especialmente em algumas culturas.”


Cuidados e Conselhos

“Fazer babywearing deverá ser um processo natural e simples.”

  • Escolha um porta-bebés ergonómico, privilegiando o conforto do bebé e dos pais/portadores

Por que motivo um porta-bebés deve ser ergonómico?

Significa que irá favorecer o crescimento da anca do pequeno de forma saudável e que irá ajustar-se a todas as suas curvas.

“Sem conforto para os pais/portadores não há babywearing”, pelo que na hora da escolha do equipamento, prefira os que permitem uma distribuição do peso do bebé de uma forma uniforme e equilibrada e que sejam fáceis de colocar (para ocasiões em que o portador esteja sozinho).

  • O bebé deve ser colocado à altura de um beijo

“Esta altura garante que o portador está sempre a ver se as vias respiratórias do bebé estão abertas e desimpedidas para que este esteja sempre seguro”.

Para o portador, esta altura também é favorável, uma vez que o peso estará no seu centro de gravidade.

  • Respeite as costas e curvaturas do bebé

O porta-bebés deve estar bem adaptado, não só ao bebé, como ao portador.

  • Verifique a posição da anca do bebé depois de colocar o porta-bebés

Deverá fazer os ajustes necessários para que a báscula da anca possa ser feita. Deverá garantir que o bebé está sentado em posição de M.

  • Não há tempo certo para o babywearing

“Cada família é uma família e deve ficar à consideração de cada uma por quanto tempo se faz babywearing. Uma vez por dia, uma vez por semana, três horas por dia… O mais importante é utilizar o porta-bebés para benefício da família.

De resto, há que desfrutar dos momentos que não se repetem!”


O babywearing apresenta vantagens para todos os envolvidos:

Para o bebé

  1. Sente-se num ambiente mais familiar e conhecido. Através do babywearing estão mais próximos de quem conhecem melhor, libertando ocitocina1, o que os ajuda a sentirem-se mais calmos, a concentrarem-se no seu desenvolvimento e a dormir melhor;

  2. É vantajoso para combater a plagiocefalia2;

  3. Facilita a digestão e alivia o refluxo;

  4. Ajuda os bebés a socializar e a aprender, por exemplo, a falar mais cedo;


Para as mamãs

  1. Mais liberdade de movimentos e multitasking;

  2. Também libertam ocitocina. Nestes casos, poderá ajudar com questões de aleitamento ou a encurtar possíveis períodos de babyblues;

  3. Um porta-bebés ergonómico ajuda em questões posturais de forma a que não seja prejudicada pelo peso extra que carrega;


“Falando de questões mais tabu, fazer
babywearing retira o ónus às
māes de estarem a dar muito colo. Parece absurdo, mas fazer babywearing não é visto como dar colo, pelo que não há culpabilização por parte de terceiros (ou há menos) e por isso as mamãs podem andar mais descansadas e felizes por ter os seus bebés junto a si.“

Para os pais

  1. Permite conhecer melhor e criar laços afetivos com os seus bebés;

“Um bebé é sempre um ser estranho que entra em nossa casa. Para as mães poderá haver ligações mais naturais, mas poderá ser mais difícil para os pais. Fazer babywearing ajuda nesse laço familiar.”


Um especial agradecimento à Mafalda Tavares, representante da Ergobaby e Tula em Portugal, pela colaboração.


1 A ocitocina é uma pequena proteína fabricada no cérebro, concretamente pelos neurónios do hipotálamo. Conhecida como “hormona do amor” – circula no cérebro e no sangue

Visão | Ocitocina: O poder da hormona do amor. (2021, 14 de novembro). Visão. https://visao.sapo.pt/visaosaude/2021-11-14-ocitocina-o-poder-da-hormona-do-amor/ - consultado a 27/09/2022

2 Assimetria do perímetro craniano.

Plagiocefalia – O que é? | Casa de Saúde da Boavista. (s.d.). Casa de Saúde da Boavista. https://www.csaudeboavista.com/plagiocefalia-o-que-e/ - consultado a 27/09/2022

O banho do bebé


Um momento que vai para lá da higiene e da prevenção de infeções. Uma ocasião para proporcionar conforto e troca de afetos entre os pais e bebé.


« Com que regularidade devo dar banho ao bebé? Qual o melhor horário? »

Não é necessário dar banho todos os dias, poderá fazê-lo em dias alternados em horários previamente ajustados aos seus, conforme a reação e adaptação do bebé. Por exemplo, poderá ser ao final do dia ou início da noite se verificar que o banho deixa o bebé mais relaxado.


Cuidados a ter antes do banho

  1. Verifique a temperatura ambiente, certificando-se que a mesma é agradável (entre 22 e 25ºC) e sem correntes de ar;

  2. Prepare, antecipadamente, todo o material de que irá necessitar durante o banho e a roupa pela ordem que irá vestir o bebé (use roupa de algodão junto ao corpo do bebé e evite a de lã com pelo);

  3. Numa banheira adequada para bebés, coloque a água (até cerca de 10 cm de altura) e verifique a temperatura com o cotovelo, com a face interna do antebraço, ou com um termómetro (deverá rondar os 36 e 37ºC);

  4. Utilize produtos com PH neutro, sem perfumes (a pele do bebé é frágil, sensível e tem um microbioma próprio que temos de preservar);

  5. Limpe os genitais antes de colocar o bebé na água, preferencialmente com compressas (de tecido não tecido) humedecidas em água - os toalhetes deverão ser usados em situações especiais, fora de casa.

No banho

Pegue com segurança no bebé e inicie, gentilmente, o processo:

  • Lave primeiro os olhos, a face e a cabeça;
  • Depois o tronco e, por último, o rabinho;
  • Preste especial atenção às zonas das pregas.


Nas meninas, a higiene da área genital deve ser feita da parte anterior para a posterior; nos meninos, o pénis deve ser lavado de cima para baixo e à volta do prepúcio (é importante não forçar ou tentar puxar a pele do prepúcio para trás, pois pode magoar; só deve ser efetuado segundo indicação médica).

  • O produto para realização de higiene deve ser colocado na água, em pequena quantidade, e não diretamente na pele do bebé - para proteção da mesma;
  • Não esquecer de lavar o cordão umbilical durante o banho!


Após o banho

  1. Escolha uma toalha macia e seque o bebé com movimentos suaves, sem esfregar a pele, dando especial atenção às pregas;
  2. Limpe as orelhas com a toalha e não com cotonetes;
  3. Seque bem o coto umbilical e mantenha-o fora da fralda para que possa arejar (deverá dobrar a fralda nesta zona);
  4. Apenas deverá aplicar creme hidratante e de barreira se necessário;
  5. Comece a vestir o bebé pela parte superior para evitar o arrefecimento.


Unhas

Poderá aproveitar o momento pós-banho para limar ou cortar (tesoura de bicos redondos) as unhas, uma vez que o bebé, regra geral, está mais calmo e relaxado. Poderá também fazê-lo durante o sono.
É aconselhado não cortar as unhas nos primeiros dias de vida para evitar lesões nos dedos.


Coto Umbilical

A mumificação e queda do coto umbilical não são iguais em todos os bebés, pode demorar em média uma semana, mas pode ir até à segunda semana de vida.

  • Mantenha o cordão o mais limpo e seco possível, posicionando-o fora da fralda;
  • A higiene deve ser diária e sempre que necessária;
  • Durante o manuseamento, não puxe pelo cordão;
  • É normal ganhar alguma serosidade amarelada e/ou escassas quantidades de sangue durante a mumificação e 2 ou 3 dias após a queda;

Tenha atenção
a sinais inflamatórios
: rubor peri-umbilical (vermelhidão), cheiro fétido (mau cheiro), exsudado purulento (líquido amarelado com mau cheiro).

Assim que surja algum sinal de alerta, procure ajuda médica!


Um especial agradecimento à Enfermeira Fernanda Cortinhas, Especialista em Saúde Infantil e Pediatria, pela colaboração.


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